A alta do dólar na indústria fashion

A alta do dólar afeta muitas empresas ao redor do mundo. A H&M, rede sueca de Fast Fashion, não ficou imune aos efeitos do atual valor da moeda americana. Hoje a empresa está com o menor índice de lucro trimestral dos últimos dois anos. Segundo o chefe executivo da H&M, Karl-Johan Persson, o aumento do custo do vestuário é o que causa tal situação.

O custo do vestuário está mais elevado para a marca, pois 80% dos seus produtos vem da Ásia, onde normalmente as negociações comerciais são feitas com o dólar. Outras empresas do setor estão sofrendo pelo mesmo problema, um exemplo é a rede irlandesa Primark.

Loja H&M no Japão (Foto: wikipedia)
Loja H&M no Japão (Foto: wikipedia)

Em oposição às concorrentes, a Fast Fashion espanhola Zara apresentou uma melhora em seus resultados em relação ao último semestre. A empresa produz a maior parte das suas peças no sul da Europa, sendo assim, ela depende menos das negociações com os asiáticos.

Com o real perdendo valor frente ao dólar, as empresas que dependem de produtos comprados no exterior passam pela mesma situação da H&M e Primark. Entretanto, se considerarmos no curto prazo, podemos encontrar benefícios a indústria brasileira que exporta (vende seus produtos para outros países). Os bens e serviços do Brasil estão mais baratos para quem é de outro país (já que a compra vai ser guiada pelo dólar), sendo assim, produtores brasileiros tendem a aumentar as exportações considerando que nosso preço vai estar mais vantajoso no mercado externo.

Vitrine H&M - Paris, 2010 (Foto: Journal des Vitrines)
Vitrine H&M – Paris, 2010 (Foto: Journal des Vitrines)

Uma indústria brasileira que vende máquinas de tear está cerca de 20% mais barata que seus concorrentes estrangeiros.  Em entrevista para o jornal Hoje Em Dia, Ricardo Rossi, coordenador de marketing internacional da empresa ressaltou que “Inicialmente a nossa exportação representava 10% do faturamento da empresa. Hoje essa exportação corresponde a 45% do faturamento”.

Mas nem tudo são flores. No longo prazo, a alta do dólar gera uma maior inflação no país e, com isso, os custos internos (por exemplo, salários) aumentam. Sendo assim, essa vantagem competitiva que temos na exportação vai diminuindo com o aumento da inflação.

[ES] EL ALZA DEL DÓLAR EN LA INDUSTRIA FASHION

El alza del dólar afecta muchas empresas en todo el mundo. La H&M, red sueca de Fast Fashion, no está inmune a los efectos del actual valor de la moneda americana. Hoy la empresa está con el menor índice de lucro trimestral de los últimos dos años. Según el jefe ejecutivo de H&M, Karl-Johan Persson, el aumento del costo de las prendas es lo que causa esta situación.

El costo de las prendas es elevado para la marca, porque 80% de sus productos vienen de Asia, donde normalmente las negociaciones comerciales son hechas con el dólar. Otras empresas del sector están con el mismo problema, un ejemplo es la red irlandesa Primark.

Al contrario de las concurrentes, la Fast Fashion española Zara presentó una mejora en sus resultados en comparación con el anterior semestre.  La empresa produce la mayoría de sus prendas en el sur de Europa, por eso ella no depende tanto de las negociaciones con los asiáticos.

Con el real perdiendo valor en relación al dólar, las empresas brasileñas que dependen de productos comprados en el exterior pasan por la misma situación que H&M y Primark. Sin embargo, se consideramos al corto plazo, podemos encontrar beneficios para la industria brasileña que exporta (vende sus productos para otros países). Los bienes y servicios de Brasil están más baratos para quien es de otro país (porque la compra va a ser en dólar), entonces los productores brasileños tienden a aumentar las exportaciones considerando que sus precios van a estar más ventajoso en el mercado externo.

Una industria brasileña que vende máquinas producir tejidos está cerca de 20% más baratas que sus concurrentes extranjeros. En entrevista para el periódico Hoje Em Dia, Ricardo Rossi, coordinador de marketing internacional de la empresa dijo que “ Inicialmente la exportación representaba 10% de la facturación de la empresa. Hoy esa exportación corresponde a 45% de la facturación”.

No todo es un jardín de rosas. En el largo plazo, el alza del dólar genera una mayor inflación en el país y por eso, los costos internos (por ejemplo, salarios) aumentan. Siendo así, esa ventaja competitiva que ellos tienen en la exportación va a disminuir con el aumento de la inflación.

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